terça-feira, 21 de julho de 2009

Estudo sobre a doutrina da morte à luz da Bíblía




















Apostilas de Estudos Pastor Agnaldo de Freitas
Neste comentário vamos falar da doutrina da morte a luz da biblía
1º Tópico: A palavra MORTE tem três significados nas escrituras sagradas, como:
1º A morte ESPIRITUAL e MORAL
2º A morte FÍSICA
3º A morte ETERNA

1ª PARTE:
A morte é estudada como um agente separador e como um estado
Um agente separador, porque na morte separa a dicotomia (TG cp 2v 26) (Mt cp10v28) (HB cp 4 v12)
A morte como um estado, falamos estado porque a morte atua como uma maldição, que desfaz ou destrói, ou seja, decompõe o corpo humano e é dada por Deus como salário do pecado e prende o não salvo ou o pecador que não se regenerou ou não aceitou o sacrifício, vicário expiatório de Cristo que é a única forma de salvação
Entre a sua morte e ressurreição, para o dia do juízo final (AP cp 20v5-6) (AP cp 20 v11-15).
No início da criação do homem Deus deu uma eternidade condicional, mediante a árvore da vida, ou seja, uma eternidade mediante um livre arbítrio (GN cp 2v16-17) (GN cp3v 22)
Antes da queda do homem, Deus fez um pacto com o homem de abençoá-lo (GN cp 1v27-31)
Dentro do livre arbítrio do homem dado por Deus, na onisciência de Deus, Deus já sabia da queda do homem e da influência do mal. Isto é de satanás, que significa adversário ou diabo que significa caluniador ou aquele que engana. (AP cp 12v9)
E Deus adverte Adão para que não o desobedecesse ao seu decreto, ou seja, o pacto feito como Adão (GN cp 2v16-17).
Chegamos agora no capítulo 3 de Gênesis, quando acontece a queda do homem, onde o pacto de Deus com o homem é quebrado. Com a queda do homem, a natureza também sobre os efeitos desta queda. (GN cp3v17) (Rm cp8 v20-22)
Os animais também sofrem os efeitos da queda. Antes da queda Adão convivia harmoniosamente com os animais, e não sofria nenhum dano. Pois a ferocidade de alguns animais veio com a queda. (GNcp1v24-25) (GN cp2v19-20). Mas no reino messiânico de Cristo, a ferocidade dos animais será tirada (Is cp11v 6-9).


2ª parte:

Aqui estudaremos agora o início da morte, como resultado de salário ou maldição dada por Deus, pela desobediência do homem. (GN cp 3v17-19) (Rm cp 5v12-21) (Rm cp 6v23 parte a)
Uma vez a morte entrando na raça humana, por meio da queda de Adão. Todo o ser humano está agora sob o efeito da natureza pecaminosa e afastado de Deus (Rm cp 3v23)
O Homem agora influenciado pela maldição do pecado, chamada morte, que significa separação, tem como resultado desta influência ser separado de Deus, o homem não pode agora viver eternamente com esta maldição. (Gn cp3 v 22-24) (I Co 15v50) (Rm cp7v23-24)
Com o início do pecado na raça humana, o juízo de Deus é inevitável sobre a raça humana. E quase o homem deixa de existir, por causa do domínio do pecado e da morte (Gn cp 6 v 3-7)
Escapando, Noé e sua família, porém eles trazem consigo esta maldição sobre si.
Com a chegada da lei o homem tem agora o conhecimento da vontade de Deus, de como viver uma vida justa praticando esta lei (Êxodo cp 20).
Mas a lei dada ao homem não tira esta maldição, ou seja, a morte. (Rm cp 5v13-14) (Hb cp7: 19)
Com a chegada do Novo Testamento, começamos agora ter esperança de ter essa maldição de ser retirada da raça humana, por meio da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Porém, não extinta enquanto o homem não se revestir da imortalidade (Fip cp3 v 30-21) (I Co cp 20-22).
Como o homem está sob os efeitos do pecado, não pode se reconciliar com Deus e nem ser aceito como justo, ou, sem esta maldição, por isso era necessário um ser humano que não tivesse pecado, ou seja, não tivesse esta maldição, para ser sacrificado como uma oferta a Deus.
Para que Deus aceitasse, perdoasse e aniquilasse essa maldição (Hbcp 9v26-28).


3ª parte:
A única forma de o homem ser salvo e aceito por Deus, era um ser humano sem pecado receber toda essa maldição do homem, e levar sobre si esta condenação e maldição. Como Jesus, se torna o alvo do juízo de Deus (Is 53:3-5) (Hb cp9v14-16)
Jesus nascendo como homem não herda a natureza pecaminosa, pois foi gerado pelo Espírito Santo e não traz a maldição, ou seja, a natureza pecaminosa que estava sobre Maria. (Glcp 4v4) (Fp cp 2v6-8) (Hb cp2v14-18)
Com a morte de Jesus, Ele leva maldição sobre si e toda a força do pecado e morre por todos nós (Hbcp 4v25) (Rm cp 5v10) (Rm cp 6v3-8)
Com a morte de seu filho, Jesus Cristo, Deus aceita a justificação do homem por meio de Cristo e reconcilia o homem consigo mesmo.
Deus recebe, isto é, aceita o homem como justo sem esta maldição chamada pecado. (Rm cp 5v8-11) (I Tim cp2v 5-6)
Com a ressurreição de Jesus Cristo Ele torna-se ressurreto, com poder da morte e todo seu aguilhão e esta maldição não tendo mais efeito sobre Ele. Com todo poder da morte em suas mãos (Ap cp 1 v 17-18)
Para que a morte e a maldição não reinem mais sobre ninguém, e seja tirada e extinta para sempre. (Ap cp 20 v 13-14)


NOTA:
- Graças a Deus que proveu para nós a morte de Jesus Cristo, e através dela retirou-se essa condenação dada ao homem – a morte.
Por isso, todos quanto o aceitar como o seu Senhor e Salvador, tem a promessa de que nunca morrerá (evangelho de são João cp11v26).

Deus abençoe a todos.
Que este estudo lhe ajude a acrescentar a sua fé em Jesus Cristo (nome em hebraico: YESHUA HAMASHIACH)


baruk hashem

sábado, 11 de julho de 2009




estudos de traduções da biblia


Fragmento da Septuaginta, do Século I, a.D.
Septuaginta é o nome da versão da
Bíblia hebraica para o grego koiné, traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século a.C. em Alexandria.
Dentre outras tantas, é a mais antiga tradução da bíblia hebraica para o grego,
língua franca do Mediterrâneo oriental pelo tempo de Alexandre, o Grande.
A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos trabalharam nela e, segundo a lenda, teriam completado a tradução em setenta e dois dias.
A Septuaginta foi usada como base para diversas traduções da
Bíblia.
A Septuaginta inclui alguns livros não encontrados na bíblia hebraica. Muitas bíblias da
Reforma seguem o cânone judaico e excluem estes livros adicionais. Entretanto, católicos romanos incluem alguns destes livros em seu cânon e as Igrejas ortodoxas usam todos os livros conforme a Septuaginta. Anglicanos, assim como a Igreja oriental, usam todos os livros exceto o Salmo 151, e a bíblia do rei James em sua versão autorizada inclui estes livros adicionais em uma parte separada chamada de Apocrypha.
A Septuaginta foi tida em alta conta nos tempos antigos.
Fílon de Alexandria e Flávio Josefo consideravam-na divinamente inspirada. Além das traduções latinas antigas, a LXX também foi a base para as versões em eslavo eclesiástico, para a Héxapla de Orígenes (parte) e para as versões armênia, georgiana e copta do Antigo testamento. De grande significado para muitos cristãos e estudiosos da Bíblia, é citada no Novo Testamento e pelos Padres da Igreja. Muito embora judeus não usassem a LXX desde o século II AD recentes estudos acadêmicos troxeram um novo interesse sobre o tema nos estudos judaicos. Alguns dos pergaminhos do Mar Morto sugerem que o texto hebraico pode ter tido outras fontes que não apenas aquelas que formaram o texto massorético. Em vários casos, estes novos textos encontrados estão de acordo com a LXX. Os mais antigos códices da LXX (Vaticanus e Sinaiticus) datam do século IV AD.
//
[editar] Controvérsia
Há controvérsia quanto à veracidade de que a Septuaginta tenha mesmo existido como uma versão pré-cristã do Velho Testamento em grego, pois nunca foi encontrada nenhuma versão do Velho Testamento em grego datando antes de Orígenes (185 — 253 d.C)
[1].
Mesmo Dr. Jones e Dr. Silva, defensores da Septuaginta e escritores do prominente livro Invitation to Septuagint (Convite à Septuaginta), expressam, em duas ocasiões, a fragilidade que cerca o assunto
[2] :
a) "The reader is cautioned, therefore, that there is really no such thing as the Septuagint" (O leitor é advertido, portanto, que na verdade não existe uma 'Septuaginta')
b) "Strictly speaking, there is no such thing as the Septuagint. This may seem like an odd statement in a book entitled Invitation to the Septuagint, but unless the reader appreciates the fluidity and ambiguity of the term, he or she will quickly become confused by the literature." (Estritamente falando, não existe uma 'Septuaginta'. Esta parece até uma declaração estranha num livro chamado Convite à Septuaginta, mas a menos que o leitor compreenda a fluidade e ambiguidade do termo, ele ou ela irá se confundir rapidamente pela literatura.).
[editar] Criação do texto
Estudiosos israelitas primeiro traduziram a
Torá para o grego, por volta do século III a.C.. Nos dois séculos seguintes os demais livros foram sendo traduzidos. Não está totalmente claro o que foi transliterado e onde exatamente, alguns livros podem ter sido traduzido mais de uma vez, surgindo diferentes versões e depois revisados. A qualidade e o estilo dos diferentes tradutores variou grandemente de livro para livro, do literal à paráfrase.
[editar] Edições impressas
Todas as edições impressas da Septuaginta são derivadas de três antigas cópias.
A
Editio princeps é a Bíblia Poliglota Complutense, baseada em manuscritos atualmente perdidos, é considerada bastante próxima aos mais antigos manuscritos[3]
A edição
aldina publicou-se em Veneza em 1518. O texto aproxima-se mais do Codex B do que do complutense. O editor não os especifica que manuscritos usou. Foi reimpressa diversas vezes.
A edição mais importante é a romana ou sistina, que reproduz exclusivamente o
Codex Vaticanus Foi publicada pelo Cardeal Caraffa, com a ajuda dos vários peritos, em 1586, autorizado pelo Papa Sisto V, para ajudar nas revisões em preparação da Vulgata Latina, requisitada pelo Concílio de Trento. Transformou-se num repositório de textos do Antigo Testamento grego e teve muitas edições novas, tais como o de Holmes e de Pearsons (Oxford, 1798-1827), e as sete edições de Constantin von Tischendorf, que se publicaram em Leipzig entre 1850 e 1887, sendo que os últimos dois, publicou-se após a morte do autor na revisão da Nestle, e as quatro edições do Henry Barclay Swete (Cambridge, 1887-95, 1901, 1909), etc;
A edição de
Grabe foi publicada em Oxford, 1707 a 1720, e reproduzida, de maneira incompleta no Codex Alexandrinus de Londres. Para edições parciais, veja Vigouroux, “Dict. de la Bible”, sqq 16
[ A Peshitta
O nome “Peshitta” é conhecido como derivado do pšîṭtâ do mappaqtâ pšîṭtâde
Siríaco (ܡܦܩܬܐܦܫܝܛܬܐ), significando literalmente “a versão simples”. Entretanto, é também possível traduzir o pšîṭtâ como a “terra comum” (isto é, para todos os povos), ou “reto”, traduzido usualmente como “simples”. Siríaco (Sy) é um dialeto, ou grupo de dialetos, do Aramaico oriental. Escreve-se no alfabeto siríaco, e é transliterado para o alfabeto latino de diferentes maneiras: Peshitta, Peshittâ, Pshitta, Pšittâ, Pshitto, Fshitto.
Todas estas são aceitáveis, mas “Peshitta” ou Pesito são traduções mais convenientes em português.
[editar] História das versões


Texto da Peshitta de Êxodo 13:14-16 produzido na Amida no ano de 464.
Em
Siríaco o nome “Peshitta” aplicava-se primeiramente ao padrão bíblico, comum na Síria do século IX, quando foi chamada assim por Moshe bar Kepha. Entretanto, está claro que a Peshitta teve uma história longa e complexa antes de receber seu nome. No fato o velho Testamento e o Novo Testamento da Peshitta são dois trabalhos de tradução completamente distintos.
O Velho Testamento Peshitta é a parte a mais antiga da
literatura siríaca de todos os tempos, com a provável origem no século II. A maioria das igrejas primitivas confiavam na Septuaginta grega, ou em traduções dela, para o Velho Testamento, quanto a Igreja Siríaca teve seu texto traduzido diretamente do Hebraico. O texto Hebraico que serviu como uma cópia mestra para a tradução deve ter sido relativamente similar ao Texto Massorético das Bíblias Hebraicas medievais e modernas.
Embora os estudos precedentes sugerissem que esta tivesse sido traduzida do
Targum Aramaico, esta sugestão é agora rejeitada. Entretanto, algumas influências targúmicas isoladas podem ser vistas no texto (especialmente no Pentateuco e nos livros das Crônicas), com a adição de pequenas partes interpretativas. O estilo e a qualidade da tradução no Velho Testamento da Peshitta variam completa e extensamente. Algumas cópias podem ter sido traduzidas por judeus que falavam siríaco antes de ser feito pesquisas pela igreja, quanto a outras cópias podem ter sido trabalhadas por judeus convertidos ao Cristianismo.
Visto que
Siríaco é a língua de Edessa, é provável que a tradução ocorresse nessa região. Entretanto, Irbil e Adiabena, com sua população judaica do século II grande e de forte influência, sugeriram-se que este também pudesse ser o lugar de origem.
Alguns acadêmicos apontaram para algumas supostas características
aramaicas no texto, que podem sugerir que a tradução original ocorreu na Palestina ou Síria. Entretanto, a interpretação destas características é extremamente difícil. A origem da Peshitta é complicada pela existência de outras duas traduções do evangelho Siríaco: o Diatessaron e o Antigo Siríaco.
Os quatro
evangelhos do Novo Testamento separados, transformaram-se no Evangelho oficial Siríaco. Entretanto, a igreja Siríaca foi levada a seguir a prática de outras igrejas e usar os quatro evangelhos separados. Theodoret Bispo de Cyrrhus no Eufrates na Síria superior em 423, pesquisou e encontrou mais de duzentas cópias do Diatessaron, dos quatro evangelhos. As versões modernas das Escrituras Siriacas com os quatro evangelhos, excluem o Diatessaron, que são chamadas de a antiga versão Siríaca (Vetus Syra). Ainda existem dois manuscritos do século V dos antigos evangelhos separados em Siríaco.
Estas são traduções comparativamente livre do
texto grego. Os antigos evangelhos siríacos foram produzidos provavelmente no século III. O antigo idioma Siríaco é usado no Antigo Testamento da Peshitta para referências (e é assim a testemunha a mais antiga de sua existência) nos evangelhos, nos textos onde as citações são completamente diferentes em grego. Há também evidências de que as traduções dos Atos dos Apóstolos e das Epístolas paulinas existiram também na antiga versão Siríaca, de acordo com a história eclesiástica 4.29.5 de Eusébio.
Ao contrário do
cânon grego, a Peshitta não tinha a Segunda Epístola de Pedro, a Segunda Epístola de João, a Terceira Epístola de João, a Epístola de Judas e o Apocalipse de São João. Entretanto, exames dos manuscritos mais antigos da Peshitta mostram alguma variação. As modernas Bíblias siríacas adicionam traduções do século VI ou século VII destes cinco livros a um texto revisado da Peshitta.
No
século VII, uma Bíblia completa em Siríaco baseado no grego padrão foi produzido. O Syro-Hexapla é uma versão do Velho Testamento baseado na quinta coluna de Hexapla.(a qual é agora a testemunha as mais importantes). A Versão de Harklean, sob a supervisão de Thomas de Harkel, é uma tradução razoavelmente mais próxima de siríaco do Novo Testamento grego, mas contém algumas características do antigo siríaco. Apesar da existência destas traduções, a Peshitta permaneceu como a Bíblia comum das igrejas siríacas, e estas traduções técnicas foram confinadas na maior parte às escolas de teologia da Síria.
[editar] Índice e estilo do Peshitta

As Bem-Aventuranças de Mateus 5:8 na Tradução da Peshitta Siríaca.Ṭûḇayhôn l'aylên daḏkên b-lebbhôn: d-henôn neḥzôn l'alāhâ.. 'Felizes os puros de coração, pois verão a Deus.'
A versão da Peshitta do
Antigo Testamento é uma tradução independente, baseada na maior parte em um texto Hebraico similar ao texto massorético. Mostra um número de similaridades lingüísticas e exegéticas ao aramaico Targum, mas atualmente acredita-se que não se origina dele.
Em algumas passagens os tradutores usaram claramente a
Septuaginta grega. A influência da Septuaginta é particularmente forte em Isaías e nos salmos, provavelmente devido ao seu uso na liturgia. A maioria dos textos Apócrifos é traduzida da Septuaginta, a não ser Tobias que não existia em versões antigas da Peshitta. Combina com estes algumas das leituras “Bizantinas” mais complexas do século V.
[editar] Desenvolvimentos modernos
A Peshitta, levemente revisada e com os livros faltantes adicionados, é a
Bíblia padrão de Síria para igrejas na tradição litúrgica siríaca: a Igreja Ortodoxa Síria, a Igreja Católica Siro-Malancar, a Igreja Católica Siríaca, a Igreja Assíria do Oriente, a Igreja Ortodoxa Indiana, a Igreja Mar Thoma, a Igreja Católica Caldeia e a Igreja Maronita.
Na
Cristandade Siríaca a língua árabe está se tornando mais comum, se não para leituras litúrgicas, para sermões e o estudo pessoal da Bíblia entre cristãos siríacos do Oriente Médio. Quase todos os acadêmicos da Síria, concordam que os evangelhos da Peshitta são traduções dos originais gregos. Em 1901, P.E. Pusey e G.H. Gwilliam publicaram um texto crítico da Peshitta com uma tradução Latina. Então, em 1905, a Sociedade Britânica e Estrangeira da Bíblia produziu uma versão livre, não critica dos evangelhos da Peshitta. Em 1920, esta versão foi expandida ao Novo Testamento completo. Em 1961, o instituto de Peshitta de Leiden publicou uma edição crítica mais detalhada da Peshitta com uma série dos fascículos . Em 1933 uma tradução da Peshitta no inglês, editada por George M. Lamsa, tornou-se conhecida como a Bíblia de Lamsa.
Em
1996, surgiu a primeira edição, da edição comparativa de George Anton Kiraz dos evangelhos em Siríaco: Alinhando as antigas versões Siríacas Sinaíticas, de Curetonianus, de Peshitta e de Harklean (abbr. CESG; o texto de Harklean foi preparado por Andréas Juckel) foi publicado por Brill. As segundas (2002) e terceiras (2004) edições subseqüentes foram impressas pelo LLC de Gorgias Pressionar.
Muitos
manuscritos da Pesito, ainda podem ser encontrados, o mais valioso deles sendo um códice século VI ou VII, na Biblioteca Ambrosiana em Milão, Itália. Um manuscrito do Pentateuco da Pesito, possui data de 464 d.C., o que o torna o mais antigo manuscrito bíblico datado em qualquer idioma.
[editar] Bibliografia
VulgataOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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A Vulgata é uma tradução para o
latim da Bíblia escrita em meados do século IV por São Jerónimo, a pedido do Papa Dâmaso I, que foi usada pela Igreja Católica e ainda é muito respeitada.
Nos seus primeiros séculos, a Igreja serviu-se sobretudo da
língua grega. Foi nesta língua que foi escrito todo o Novo Testamento, incluindo a Carta aos Romanos, de São Paulo, bem como muitos escritos cristãos de séculos seguintes.
No
século IV, a situação mudara e é então que o importante biblista São Jerónimo traduz pelo menos o Antigo Testamento para latim e revê a Vetus Latina. A Vulgata foi produzida para ser mais exata e mais fácil de compreender do que suas predecessoras. Foi a primeira, e por séculos a única, versão da Bíblia que verteu o Velho Testamento diretamente do hebraico e não da tradução grega conhecido como Septuaginta. No Novo Testamento, São Jerônimo selecionou e revisou textos. Ele inicialmente não considerou canônicos os sete livros, chamados por católicos e ortodoxos de deuterocanônicos. Porém, trabalhos seus posteriores mostram sua mudança de conceito, pelo menos a respeito dos livros de Judite, Sabedoria de Salomão e o Eclesiástico (ou Sabedoria de Sirac), conforme atestamos em suas últimas cartas a Rufino. Chama-se Vulgata a esta versão latina da Bíblia, que foi usada pela Igreja Católica Romana durante muitos séculos, e ainda hoje é fonte para diversas traduções.
O nome vem da frase versio vulgata, isto é "versão dos vulgares", e foi escrito em um latim cotidiano usado na distinção consciente ao latim elegante de
Cícero, do qual Jerônimo era um mestre.
Após o
Concílio Vaticano II, por determinação de Paulo VI, foi realizada uma revisão da Vulgata, sobretudo para uso litúrgico. Esta revisão, terminada em 1975, e promulgada pelo Papa João Paulo II em 25 de abril de 1979, é denominada Nova Vulgata.

[editar] Prólogos da Vulgata
Além do texto bíblico da Vulgata, ela contém prólogos dos quais a maioria foi escrito por
Jerônimo. Esses prólogos são escritos críticos e não eram destinados ao público em geral.
O tema recorrente dos prólogos se referem a primazia do texto hebraico sobre os textos da
Septuaginta (LXX) em grego.
Entre os mais notáveis prólogos se destaca o Prologus Galeatus, na qual
Jerônimo descreve um Cânon bíblico judaico composto de 22 livros. Independente disto, Jerônimo traduziu e incluiu no Antigo Testamento da Vulgata os livros Deuterocanônicos.
O prólogo "Primum Quaeritur", de autoria desconhecida, defende a autoria Paulina para a carta aos Hebreus

Traduções da Bíblia em língua portuguesa
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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A
Bíblia foi traduzida, ao longo dos séculos, em mais de 2400 línguas e idiomas diferentes, incluindo a língua portuguesa.
Desde as primeiras traduções parciais em
português arcaico no século XIII, diversas versões estão disponíveis ao público em livrarias, bibliotecas e na internet.
Índice
[
esconder]
1 Idade Média
2 Tradução de João Ferreira de Almeida
3 Tradução de António Pereira de Figueiredo
4 Traduções em Portugal, após Almeida e Figueiredo
4.1 Traduções parciais
4.2 Traduções completas
5 Traduções no Brasil
5.1 Traduções parciais
5.2 Traduções completas
6 Traduções feitas em outros países
7 Referências
8 Ligações externas
//
[editar] Idade Média
A primeira tradução que se tem notícia é a do rei
Dinis de Portugal, conhecida como Bíblia de D. Dinis, que teve grande tiragem durante o seu reinado. É uma tradução dos 20 primeiros capítulos de Gênesis, a partir da Vulgata. Houve também traduções realizadas pelos monges do Mosteiro de Alcobaça, mais especificamente o livro de Atos dos Apóstolos.
Durante o reinado de D.
João I de Portugal, este ordenou que fosse traduzida novamente a Bíblia no vernáculo. Foi publicada grande parte do Novo Testamento e os Salmos, traduzidos pelo próprio rei. Sua neta, D. Filipa, traduziu os evangelhos do francês. Bernardo de Alcobaça traduziu Mateus e Gonçalo Garcia de Santa Maria traduziu partes do Novo Testamento.
Em
1491 é imprimido o Comentários sobre o Pentateuco que, além do Pentateuco, tinha os Targumim sírios e o grego de Onquelos. O tipógrafo Valentim Fernandes imprime De Vita Christi, uma harmonia dos Evangelhos. Os "Evangelhos e Epístolas", compilados por Guilherme de Paris e dirigidos ao clero, são imprimidos pelo tipógrafo Rodrigo Álvares. Numa pintura de Nuno Gonçalves, aparece um rabino segurando uma Torá aberta.
Em
1505, a rainha Leonor ordena a tradução de Atos dos Apóstolos e as Epístolas de Tiago, Pedro, João e Judas. O padre Antonio Ribeiro dos Santos é responsável por traduções dos Evangelhos de Mateus e Marcos. Em 1529, é publicada em Lisboa uma tradução dos Salmos feita por Gómez de Santofímia, que teve uma 2ª edição em 1535. É bem possível, devido à proximidade com a Espanha, traduções em espanhol fossem conhecidas, como as de João Pérez de Piñeda, João de Valdés e Francisco de Enzinas. O padre jesuíta Luiz Brandão traduziu os quatro Evangelhos.
Durante a
Inquisição houve uma grande diminuição das traduções da Bíblia para o português. A Inquisição, desde 1547 proibia a posse de Bíblias em línguas vernaculares, permitindo apenas a Vulgata latina, e com sérias restrições.
Por volta de
1530, António Pereira Marramaque, de uma família ilustre de Cabeceiras de Basto, escreve sobre a utilidade de verter a Bíblia em vernáculo. Poucos anos depois, é denunciado à Inquisição por possuir uma Bíblia em vulgar.
Uma tradução do Pentateuco é publicada em
Constantinopla em 1547, feita por judeus expulsos de Portugal e Castela. Abraão Usque, judeu português, traduziu e publicou uma tradução conhecida como a Bíblia de Ferrara, em espanhol. Teve que publicar em Ferrara, por causa de perseguição.
[editar] Tradução de João Ferreira de Almeida
A tradução feita por
João Ferreira de Almeida é considerada um marco na história da Bíblia em português porque foi a primeira tradução do Novo Testamento a partir das línguas originais. Anteriormente supõe-se que havia versões do Pentateuco traduzidas do hebraico.
Ele já conhecia a
Vulgata, já que seu tio era padre. Após converter-se ao protestantismo aos 14 anos, Almeida partiu para a Batávia. Aos 16 anos traduziu um resumo dos evangelhos do espanhol para o português, que nunca chegou a ser publicado. Em Malaca traduziu partes do Novo Testamento também do espanhol.
Aos 17, traduziu o Novo Testamento do
latim, da versão de Theodore Beza, além de ter se apoiado nas versões italiana, francesa e espanhola.
Aos 35 anos, iniciou a tradução a partir de obras escritas no idioma original, embora seja um mistério como ele aprendeu estes idiomas. Usou como base o
Texto Massorético para o Antigo Testamento e uma edição de 1633 (pelos irmãos Elzevir) do Textus Receptus. Utilizou também traduções da época, como a castelhana Reina-Valera. A tradução do Novo Testamento ficou pronta em 1676.
O texto foi enviado para a
Holanda para revisão. O processo de revisão durou 5 anos, sendo publicado em 1681, e teve mais de mil erros[carece de fontes?]. A razão é que os revisores holandeses queriam harmonizar a tradução com a versão holandesa publicada em 1637. A Companhia das Índias Orientais ordenou que se recolhesse e destruísse os exemplares defeituosos. Os que foram salvos foram corrigidos e utilizados em igrejas protestantes no Oriente, sendo que um deles está exposto no Museu Britânico. Após sua morte foram detectados 1.119 erros de tradução[carece de fontes?].
O próprio Almeida revisou o texto durante dez anos, sendo publicado após a sua morte, em
1693. Enquanto revisava, trabalhava também no Antigo Testamento. O Pentateuco ficou pronto em 1683. Há uma tradução dos Salmos que foi publicada em 1695, anexo ao Livro de Oração Comum, anônima, mas atribuída a Almeida. Almeida conseguiu traduzir até Ezequiel 48:12 em 1691, ano de sua morte, tendo Jacobus op den Akker completado a tradução em 1694.
A tradução completa, após muitas revisões, foi publicada em dois volumes, um
1748, revisado pelo próprio den Akker e por Cristóvão Teodósio Walther, e outro em 1753. Em 1819, a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira publica uma 3ª edição da Bíblia completa, em um volume.
Há também as edições impressas em na colônia
dinamarquesa de Tranquebar, que datam de 1719 a 1765. São edições parciais da Bíblia, que foram obtidas à medida que os revisores terminavam seu trabalho.
Resumindo, foram impressas:
NT, 1ª edição,
Amsterdã, 1681
NT, 2ª edição,
Batávia, 1693[1]
NT, 3ª edição,
Amsterdã, 1712 [2]
AT, Gênesis a Ester,
Batávia [3]
AT, Jó a Malaquias,
Batávia [4]
Impressões em
Tranquebar: Gênesis, 1719; Oséias a Malaquias, 1732; Josué a Ester, 1738; Jó a Cânticos, 1744; Isaías a Daniel, 1751; O Livro de Salmos, 1740; Os Evangelhos, 1760; Novo Testamento, 1765.
O trabalho de João Ferreira de Almeida é para a língua portuguesa o que a
Bíblia de Lutero é para alemã, a King James Version para a inglesa e Reina-Valera é para a espanhola. No entanto, a única tradução moderna em Português, que utiliza os mesmos textos-base em grego e hebraico que foram utilizados por João Ferreira de Almeida, é a versão Almeida Corrigida Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil. As demais traduções modernas, embora utilizem o nome "Almeida", como a Almeida Revista e Atualizada e Almeida Revista e Corrigida baseiam-se em maior ou menor grau nos manuscritos do chamado Texto Crítico, que passou a ser utilizado somente a partir do século XIX. Teófilo Braga, ao comentar sobre a versão original de Almeida, disse: "É esta tradução o maior e mais importante documento para se estudar o estado da língua portuguesa no século XVIII."
[editar] Tradução de António Pereira de Figueiredo
Devido à Inquisição, houve poucos esforços na
Igreja Católica para a produção de uma tradução bíblica em língua portuguesa. António Pereira de Figueiredo, padre português, começou o projeto de tradução da Bíblia em português. Era baseado na Vulgata e levou 18 anos para ser completada. Essa tradução só foi possível graças ao enfraquecimento e desativação da Inquisição.
O
Novo Testamento foi publicado entre 1778 e 1781 em seis volumes. O Antigo Testamento foi publicado entre 1782 e 1790 em 17 volumes. A versão em sete volumes, que é considerada padrão, foi publicada em 1819, sendo que a versão em volume único foi publicada em 1821.
Por ser uma versão com português mais recente, foi considerada melhor que a de Almeida, apesar de não ter sido baseado nos idiomas originais. Nota-se que foi a
Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira que editou as revisões de 1821 (completa) e 1828 (sem os deuterocanônicos). A Sociedade Bíblica de Portugal foi fundada em 1835 e distribuiu essa, além da versão de Almeida. Teve boa acolhida entre católicos e protestantes.
[editar] Traduções em Portugal, após Almeida e Figueiredo
[editar] Traduções parciais
Padre António Ribeiro dos Santos traduziu os Evangelhos de
Mateus e Marcos no final do século XIX, baseado na Vulgata.
[editar] Traduções completas
O comerciante natural de
Hamburgo, Pedro Rahmeyer é responsável por uma tradução completa da Bíblia em português. Ficou conhecida como "Bíblia de Rahmeyer" e está em exposição no Museu de Hamburgo. Supõe-se que, durante os 30 anos que ficou em Lisboa, tenha traduzido do alemão.
Em
1933, com apoio papal, o padre Matos Soares publica sua tradução da Bíblia em português, traduzida a partir da Vulgata. Ganhou a aprovação da Igreja Católica, sendo a mais popular no Brasil, desde que foi publicada em 1942.
A
Tradução Interconfessional em Português Corrente foi fruto de um trabalho conjunto entre católicos e protestantes. Iniciada em 1972, é revisada em 2002.
[editar] Traduções no Brasil
[editar] Traduções parciais
A primeira tradução realizada no
Brasil foi feita pelo bispo Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré. Era um Novo Testamento traduzido a partir da Vulgata. No prefácio, havia acusações contra os protestantes, chamando suas versões da Bíblia de "falsificadas". Foi publicada em São Luís, no Maranhão, em 1847, sendo imprimida em Portugal em 1875.
Em
1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral publica uma revisão do Novo Testamento de Almeida. Foi revisada por José Manoel Garcia, pelo pastor M. P. B. de Carvalhosa e pelo pastor Alexandre Latimer Blackford.
O imperador D.
Pedro II era um profundo admirador da cultura judaica. Após aprender o hebraico, que era a sua língua favorita, traduziu partes da Bíblia, como o livro de Neemias, além de partes do Velho Testamento para o latim.
F. R. dos Santos Saraiva, autor de um dicionário latino-português, traduz os Salmos, com o título de Harpa de Israel, em 1898.
Duarte Leopoldo e Silva traduz e publica os Evangelhos em forma de harmonia. O Colégio da Imaculada Conceição,
Botafogo, Rio de Janeiro, publica uma tradução dos Evangelhos e Atos, do francês, preparada por um padre, em 1904. Padres franciscanos iniciam um trabalho de tradução a partir da Vulgata, sendo concluído em 1909. No mesmo ano, o padre Santana traduz o Evangelho de Mateus diretamente do grego. É a primeira tradução parcial da Bíblia, em português, dos idiomas originais feita por um padre católico, embora tenha sido apoiado pelo latim.
J. L. Assunção traduz o Novo Testamento a partir da
Vulgata em 1917. Surge, no mesmo ano, o livro de Amós, traduzido por Esteves Pereira. Foi traduzido do etíope. Em 1923, J. Basílio Pereira traduz o Novo Testamento e os Salmos a partir da Vulgata.
O então padre
Huberto Rohden foi o autor de uma tradução do Novo Testamento. Começou a traduzir enquanto estudava na Leopold-Franzens-Universität Innsbruck, Áustria, completando em 1930. Foi publicado pela Cruzada da Boa Imprensa (atualmente é pela editora Martin Claret). Utilizou como base o Textus Receptus.
O rabino
Meir Matzliah Melamed traduz a Torá, numa edição sem data, com o nome de A Lei de Moisés e as Haftarot. Foi publicada em 1962. A tradução foi revisada e lançada, em 2001, com o nome de A Lei de Moisés. Está disponível pela Editora Sêfer.
Em
1993 é publicado o Novo Testamento da Nova Versão Internacional. Em 2005, o pastor batista Fridolin Janzen traduz o Novo Testamento em português, baseado no Textus Receptus. O texto está disponível no seu website, e está para ser imprimida.
[editar] Traduções completas
A primeira tradução completa foi a
Tradução Brasileira. Foi uma tradução da Bíblia que não contava apenas somente com teólogos, como H. C. Tucker, William Cabell Brown, Eduardo Carlos Pereira, mas também com eruditos como Ruy Barbosa, José Veríssimo e Virgílio Várzea.
A tradução se principiou em
1902. Os dois primeiros evangelhos foram editados em 1904, e depois de alguma crítica e revisão, o Evangelho de Mateus saiu novamente em 1905. Os Evangelhos e o livro dos Atos dos Apóstolos foram publicados em 1906, e o Novo Testamento completo em 1910. Publicada em sua inteireza em 1917, apresenta características eruditas, sendo bastante literal em relação aos textos originais.
Não obteve o agrado dos leitores, por traduzir nomes hebraicos de uma maneira próxima à daquela língua, falta de literalidade e falta de revisões. Ver artigo principal:
Tradução Brasileira.
A
Almeida Revista e Corrigida foi a primeira Bíblia a ser impressa no Brasil, em 1948. Está em circulação a revisão de 1995. Ver artigo principal: Almeida Revista e Corrigida.
Publicada em
1959, a Almeida Revista e Atualizada utiliza o Texto Crítico, ao invés do Textus Receptus. Ganhou aprovação da CNBB. Ver artigo principal: Almeida Revista e Atualizada.
Em
1959 é publicada a tradução dos monges Meredsous em português. O trabalho de tradução foi coordenado pelo franciscano João José Pedreira de Castro, do Centro Bíblico de São Paulo . Foi traduzida a partir da versão francesa publicada na Bélgica.
A
Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas é uma tradução da Bíblia feita com direcionamento específico para as Testemunhas de Jeová. Foi publicada em 1963, sendo traduzida da versão inglesa. Ver artigo principal: Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.
A Versão Revisada foi publicada em
1967, pela Imprensa Bíblica Brasileira e pela Juerp. É de orientação batista. Ver artigo principal: Versão revisada segundo os melhores textos.
Em
1976 é publicada a Bíblia de Jerusalém, pelas Edições Paulinas. É baseada na versão francesa, sendo que as notas e comentários são traduzidos. Em 2002 é publicada a revisão, chamada de Nova Bíblia de Jerusalém.
Em
1981 é publicada a Bíblia Viva, uma paráfrase da Bíblia. A versão original foi elaborada por Kenneth Taylor e foi traduzida na base da equivalência dinâmica (idéia por idéia). Já está na 2ª edição.
Em
1982 é publicada a Bíblia Vozes, pela editora Vozes, traduzida por uma comissão, presidida pelo franciscano Ludovico Garmus. No mesmo ano é publicada uma versão pela editora Santuário. No ano seguinte é publicada a Bíblia Mensagem de Deus pelas edições Loyola.
Em
1988 é publicada A Bíblia na Linguagem de Hoje, caracterizada por ter uma linguagem popular e tradução flexível. Um exemplo é a tradução de Juízes 3:24: Aí os empregados chegaram e viram que as portas estavam trancadas. Então pensaram que o rei tinha ido ao banheiro. Muitos eruditos vêem uma excessiva utilização de linguagem popular, que pode comprometer a fidelidade com o texto original. Devido a esses problemas, essa tradução passou por um grande processo de revisão, que resultou na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, em 2000.
Em
1990 é publicada a Edição Pastoral. Coordenada pelo teólogo Ivo Storniolo, é uma tradução afinada com a teologia da libertação, sendo voltada para uso dos leigos. Ver artigo principal: Edição Pastoral.
Ainda em
1990, a Editora Vida publicou a sua Edição contemporânea da Bíblia de Almeida (EAC). Essa edição eliminou arcaísmos e ambiguidades do texto original de Almeida, mas com a promessa de preservar as excelências do texto que lhe serviu de base.
Em
1997 é publicada a Tradução Ecumênica da Bíblia (sendo baseada na versão francesa), sendo parte de sua comissão católicos, protestantes e judeus. O Antigo Testamento foi mantido do modo como se utiliza nas Bíblias judaicas.
Em
2001, a CNBB produziu uma tradução comemorativa dos 50 anos da CNBB, e já está na 3ª edição e envolveu cooperação entre sete editoras católicas. No mesmo ano é publicada a Torah Viva, traduzida por Adolfo Wasserman, baseada na versão inglesa. É publicada também a versão completa da Nova Versão Internacional. ,
Em
2002 é publicada a Bíblia do Peregrino, traduzida por Luís Alonso Schökel. É uma tradução da versão espanhola.
Em
2006 é publicada a Bíblia Hebraica. É o primeiro Tanakh completo publicado em português, desde 1553. Os tradutores foram David Gorodovits e Jairo Fridlin e foi revisada por rabinos e professores.
Em
2007 é publicada a Bíblia Almeida Século 21, uma atualização da "Versão Revisada" do texto de Almeida (também conhecida como "Versão revisada segundo os melhores textos") por uma parceria entre a Imprensa Bíblica Brasileira/Juerp, a Editora Hagnos e a Editora Atos.
[editar] Traduções feitas em outros países
A Sociedade Bíblica Trinitariana, fundada no
Reino Unido em 1831, também produziu uma versão para o português do Novo Testamento, em 1883. É baseada, no Textus Receptus, assim como todas as Bíblias da Sociedade Bíblica Trinitariana.

O Novo Testamento no Grego Original
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O Novo Testamento no Grego Original (The New Testament in the Original Greek), é o nome de uma versão
grega do Novo Testamento publicado em 1881. É também conhecida como O Texto de Westcott e Hort, um reconhecimento aos editores Brooke Foss Westcott (1825-1901) e Fenton John Anthony Hort (1828-1892). É um texto crítico, compilado a partir de alguns dos mais antigos fragmentos das Escrituras Gregas Cristãs e outros textos descobertos até aquele tempo.
Westcott e Hort distinguem quatro tipos de texto em seus estudos. O mais recente é
sírio, ou texto-tipo Bizantino, dos quais o mais recente exemplo é o Textus Receptus. O texto-tipo Western é muito mais antigo, mas tende a parafrasear, portanto, também carece de fiabilidade. O texto-tipo Alexandrino, exemplificado no Codex Ephraemi Rescriptus, exibe um estilo grego mais polido. Os dois pesquisadores identificaram o seu “texto tipo” favorito como "Texto Neutral”, exemplificado por dois manuscritos do Século IV, o Codex Vaticanus (conhecido por estudiosos desde o Século XV) e o Codex Sinaiticus (descoberto apenas em 1859), ambos os quais foram cuidadosamente estudados, mas não exclusivamente para esta edição. Westcott e Hort trabalharam em seu texto a partir de 1853 até a sua conclusão em 1881 (Metzger, p. 129). Mais tarde uma Introdução e apêndice foram inseridos por Hort, aparecendo em um segundo volume em 1882. Em 1892, uma edição revista foi lançada por F. C. Burkitt. De acordo com Metzger, "a validade geral de seus princípios críticos e procedimentos é amplamente reconhecido pelos estudiosos de hoje." (Metzger, p. 136)
The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures (Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas) publicada pelas
Testemunhas de Jeová tem como texto base O Novo Testamento no Grego Original no lado esquerdo da página. Uma tradução literal, palavra por palavra, em inglês aparece sob as linhas do texto grego. As Escrituras Gregas Cristãs da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas traduzida para vários idiomas, também foi baseada neste texto grego.[1]
Bíblia Hebraica Stuttgartensia
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A Bíblia Hebraica Stuttgartensia, ou BHS, é uma edição da bíblia do
Texto Massorético da Bíblia Hebraica no idioma Hebraico, totalmente baseada no Códice de Leningrado publicada pela Sociedade Bíblica Alemã Deutsche Bibelgesellschaft em Stuttgart.
É amplamente vista tanto pelo
judaísmo como pelo cristianismo, como uma edição confiável das Escrituras em Hebraico e Aramaico (tanak na terminologia judia ou Antigo Testamento na terminologia cristã), e tem sido em muito, a mais usada por eruditos do texto mestre na língua original, tanto para pesquisas como para base de traduções em outros idiomas. Também tornou-se a edição mais usada em escolas bíblicas.
Atualmente usa-se uma revisão da terceira edição da
Bíblia Hebraica editada por Rudolf Kittel, sendo que a primeira foi baseada no Códice de Leningrado. As notas de rodapé das páginas tem sido totalmente revisadas. Originalmente estas notas foram acrescentadas aos poucos desde 1968 a 1976, chegando a ser um só volume em 1977; Desde então sendo reimpressa muitas vezes.
O texto usado é uma cópia exata, salvo pequenos erros, do
Texto Massorético assim como está registrado no Códice de Leningrado. A única pequena diferença está no Livro das Crônicas, o qual precede aos Salmos, este foi movido para o fim, assim como também ocorre com outros livros bíblicos. O Livro de Jó, precede ao Livro dos Provérbios, assim como o acontece com todas as outras bíblias hebraicas.
Em suas margens, possuem as
notas massoréticas. Estas estão baseadas no códice massorético, mas foram reeditadas a fim de se tornarem mais fáceis de entender. Mesmo assim, alguns livros tem sido escritos, explicando estas notas.
As notas ao pé da página registram possíveis correções ao texto. Muitas destas estão baseadas no
Pentateuco samaritano, nos Pergaminhos do Mar Morto, e em antigas traduções bíblicas tais como a Septuaginta, a Vulgata e a Peshitta.

João Ferreira de Almeida
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João Ferreira d'Almeida (
português europeu) ou João Ferreira de Almeida (português brasileiro) (Torre de Tavares, Portugal, 1628Java, Indonésia, 1691) foi uma importante personalidade do protestantismo português, especialmente conhecido por ter traduzido a Bíblia para a língua portuguesa.
Anos iniciais
Filho de pais católicos, João Ferreira de Almeida nasceu na localidade de
Torre de Tavares, concelho de Mangualde, em Portugal. Ficou órfão ainda em criança e veio a ser criado na cidade de Lisboa por um tio que era membro de uma ordem religiosa. Pouco se sabe sobre a infância e início da adolescência de Almeida, mas afirma-se que teria recebido uma excelente educação visando a sua entrada no sacerdócio. Não se sabe o que teria levado Almeida a sair de Portugal mas talvez isso se devesse à forte influência exercida pela Inquisição em Portugal. Viajou para a Holanda e, aos 14 anos, embarcou para a Ásia, passando pela Batavia (actual Jacarta), na ilha de Java, Indonésia. Naquela época, a Batávia era o centro administrativo da Companhia Holandesa das Índias Orientais, no sudeste da Ásia.
[editar] Conversão ao protestantismo
Ao velejar entre Batávia e Malaca, na
Malásia, Almeida, aos 14 anos de idade, leu um folheto protestante, em espanhol, intitulado "Diferencias de la Cristandad" (Diferenças da Cristandade). Este panfleto atacava algumas das doutrinas e conceitos católicos, incluindo a utilização de línguas incompreensíveis para o povo comum, tal como o latim, durante os ofícios religiosos. Isto provocou um grande impacto em Almeida sendo que, ao chegar a Malaca, converteu-se à Igreja Reformista Holandesa, em 1642, e dedicou-se imediatamente à tradução de trechos dos Evangelhos, do castelhano para o português[1].
[editar] Tradutor da Bíblia
Dois anos mais tarde, João Ferreira de Almeida lançou-se num enorme projecto: a tradução do
Novo Testamento para o português usando como base parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol da tradução de Reyna Valera, 1569. Almeida usou também como fontes nessa tradução as versões: Latina (de Beza), Francesa (Genebra, 1588) e Italiana (Diodati, 1641) - todas elas traduzidas do grego e do hebraico. O trabalho foi concluído em menos de um ano quando Almeida tinha apenas 16 anos de idade. Apesar da sua juventude, enviou uma cópia do texto ao governador geral holandês, em Batávia. Crê-se que a cópia teria sido enviada para Amesterdão mas que o responsável pela publicação do texto faleceu resultando no desaparecimento do trabalho de Almeida. Em 1651, ao lhe ser solicitada uma cópia da sua tradução para a Igreja Reformada na ilha de Ceilão, (actual Sri Lanka), Almeida descobriu que o original havia desaparecido. Lançando-se de novo ao trabalho, partindo de uma cópia ou rascunhos anteriores do seu trabalho, Almeida concluiu no ano seguinte uma versão revista dos Evangelhos e do livro de Actos dos Apóstolos. Em 1654, completou todo o Novo Testamento mas, uma vez mais, nada foi feito para imprimir a tradução, sendo realizadas apenas algumas poucas cópias manuscritas.
Almeida entrou no ministério da Igreja Reformada Holandesa, primeiramente como "visitador de doentes" e, em seguida, como "pastor suplente". Em
1656, foi submetido a exame em matérias teológicas e, tendo sido aprovado, foi ordenado para o ministério pastoral e missionário. Serviu primeiro em Ceilão e depois na Índia, sendo considerado um dos primeiros missionários protestantes a visitar aquele país. Visto que servia como missionário convertido, ao serviço de um país estrangeiro, e ainda devido à exposição directa do que considerava ser doutrinas falsas da Igreja Católica, bem como à denúncia de corrupção moral entre o clero, muitos entre as comunidades de língua portuguesa passaram a considerará-lo apóstata e traidor. Esses confrontos resultaram num julgamento por um tribunal da Inquisição em Goa, Índia, em 1661, sendo sentenciado à morte por heresia. O governador geral da Holanda chamou-o de volta a Batávia, evitando assim a consumação da sentença.
Em
1676, Almeida apresentou o seu trabalho de tradução do Novo Testamento ao consistório da Igreja Reformada em Batávia, para revisão. As relações entre Almeida e os revisores da tradução ficaram tensas, especialmente devido a diferenças de opinião sobre o significado de algumas palavras e sobre o estilo do português usado. Isto resultou em grandes demoras no trabalho de revisão, sendo que quatro anos depois ainda se discutiam os capítulos iniciais do Evangelho de Lucas. Almeida decidiu assim, sem o conhecimento dos revisores, enviar uma cópia para a Holanda visando a sua publicação. Apesar da reacção negativa do consistório em Java, a versão em português do Novo Testamento foi finalmente impressa em Amesterdão, em 1681, tendo as cópias chegado à Ásia no ano seguinte. No entanto, os revisores conseguiram fazer valer a sua posição, introduzindo alterações ao trabalho de Almeida. O governo holandês concordou com a insatisfação de Almeida e mandou destruir toda a primeira impressão. Ainda assim, Almeida conseguiu salvar algumas cópias sob a condição de que, até nova impressão, os erros principais fossem corrigidos à mão.
Os revisores em Batávia reuniram-se novamente para completar a verificação do Novo Testamento e avançar para o
Velho Testamento à medida que Almeida o fosse completando. Em 1689, já com a saúde bastante abalada, Almeida deixou o trabalho missionário para se dedicar em pleno ao trabalho de tradução. Veio a morrer em 1691 enquanto traduzia o último capítulo de Ezequiel. Coube ao seu amigo Jacobus op den Akker completar a tradução em 1694.
[editar] Tradução após a morte de Almeida
A segunda edição do Novo Testamento em português, revista pouco antes da morte de Almeida, veio a ser publicada em
1693. No entanto, alguns historiadores afirmam que, uma vez mais, esta segunda edição foi desfigurada pela mão dos revisores. Perdendo-se a motivação para a continuação do trabalho de tradução da Bíblia para o português na Ásia, foi a pedido dos missionários dinamarqueses em Tranquebar, sul da Índia, que uma sociedade inglesa, a Society for Promoting Christian Knowledge, em Londres, financiou a terceira edição do Novo Testamento de Almeida, em 1711. Durante o Século XIX, a British and Foreign Bible Society e a American Bible Society distribuíram milhares de exemplares da versão de Almeida em Portugal e nas principais cidades do Brasil. Isto resultou em tornar a Tradução João Ferreira de Almeida um dos textos mais populares das Escrituras em língua portuguesa, sendo especialmente usada pelos evangélicos lusófonos.
Atualmente é editada no Brasil principalmente pela
Sociedade Bíblica do Brasil e pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil
[editar] Ver também
Almeida Revista e Corrigida
Almeida Revista e Atualizada
Traduções da Bíblia em língua portuguesa
Sociedade Bíblica de Portugal
Sociedade Bíblica do Brasil
Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil